É uma aldeia (aldeola) beirã mas o que tem de pequeno em tamanho compensa com a beleza. Xisto, encosta, verde escuro e castanho, lousa, leiras e outros tantos termos que encaixam bem no conceito e que nos fazem acreditar, sem lá estar, que o factor “vista lavada” será cumprido em Foz d’Égua.
Fomos em direção ao Piodão, que por si só vale uma visita, mas como já conhecíamos, passámos ao lado e seguimos para a Foz d’Égua. Curva, contra-curva, sobe e desce, ouvidos aos estalos, surdez parcial (pode tornar-se uma verdadeira benção quando evita discussões). Mal entramos no vale, começamos por ver as leiras verdes (fez-me lembrar remotamente os arrozais no Bali), lindo!
Depois, uma ponte suspensa seguida de uma aldeia a subir a encosta. Mas não é mais uma aldeia beirã. Aqui ficamos na dúvida se o que vai sair de uma das casas não será um duende de orelha em bico e riso manhoso.
Estacionámos o carro com alguma dificuldade, embora seja uma aldeia onde me parece que não vive ninguém permanentemente, é muito visitada. Subimos a estrada até ao início da ponte suspensa.
A ponte só serve para dar ambiente, não se pode atravessar (embora isso não seja claro para todos). Descemos pelo lado até ao rio. Pontes aqui não faltam: tem uma ponte recente em cimento e uma outra, dupla, em pedra, o que só contribui para o encanto do local.
Daqui tem-se uma boa perceção da encosta, por onde sobe a aldeia, até à capela, lá no cimo do monte. Como não poderia deixar de ser, fomos até lá acima. A subida faz-se devagar, olhando várias vezes para o lado para absorver a vista. Chegados à capela vê-se bem a aldeia para baixo e os montes circundantes. Vale a pena rentabilizar um pouco a subida que fizémos aproveitando o prémio da vista.
Quando voltamos a descer, é de passar a ponte da esquerda e subir até um monte em frente (subida curta, nada a ver com a anterior) para espreitar a casa mais bonita da aldeia, com piscina e tudo. Só é chato para os donos que têm a sua privacidade invadida mas acredito que já estejam habituados.
No fim e após um olhar de esguelha para a aldeia, aí fomos nós para o carro. Não resistimos a dar um pulinho ao Piodão.
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Aldeia














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