O Português Errante
Sortelha

Aldeia de Sortelha – Guarda

Esta visita fez parte de um fim de semana na “paz do Senhor”. Miúdos com os avós, que se lixe pagamos com o cartão e bora lá, Serra da Estrela connosco. Comer bem, dormir bem e passear de carro. Só a extensa “floresta de pau preto” provocada pelos incêndios do ano passado, é que nos deitou abaixo. Uma das paragens foi a aldeia de Sortelha.

Sortelha

Já li várias teorias sobre a origem do nome desta aldeia. Uns falam sobre um anel “o sortel” que ficava pendurado com o objetivo de o cavaleiro acertar no centro com a sua lança, outros falam em feitiçaria sendo que o anel serviria para feitiços, enfim há várias origens possíveis.

Sortelha

A nós, o que nos interessou foi a aldeia propriamente dita. É das mais bem preservadas, senão a mais bem preservada. Tudo é cinzento do granito e cor de laranja das telhas. Tudo limpo, tudo no sítio, ótima vista das muralhas, posto de turismo a funcionar, só falta uma coisa: humanos!

Acho que pela primeira vez, senti falta de pessoas. Entrámos na muralha, havia um grupo de cinco que estava para ir embora e para além da senhora que estava no posto de turismo, só gatos (dois).

Sortelha Gato

Não se via viv’alma. Sortelha estava abandonada! As casas fechadas, o restaurante fechado, ficámos com a sensação de que tínhamos aquilo tudo para nós. Lá demos uma boa volta pela muralha, visitámos a torre de menagem, a torre dos sinos, parámos um pouco no jardim onde estão o anel, uma figura de N. Senhora em pedra e um elefante e seguimos viajem.

 

Mais tarde explicaram-me que boa parte das casas da aldeia foi adquirida por uma empresa que entrou em processo de falência e daí estar tudo fechado.

Sortelha

Pena. É o tipo de sítio que merecia ter vida. Mas mesmo sem moradores, não deixa de ser uma festa para os olhos.

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